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"Cada um pensa o que quiser pensar, afinal eles tem o direito de acharem e eu tenho o dever de entender, mas não tenho o dever de aceitar."

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Saudade, vontade, desejo e coragem...

Se saudade pudesse a essência, várias vezes, me sugar
Nada restaria, dignidade ou humildade,
para fazer, alguem descente me tornar.

Se vontade me pudesse trazer grande alegria,
Tudo se transformaria em energia e ar
para que meus pulmões pudessem, finalmente, respirar.

Cada dia passa e a vida ensina
Porque estou nesse lugar

Se desejo fosse alento
para minha alma descansar
teria paz interior e um bucado de sono,
sem nunca, me preocupar em despertar.

Se coragem fosse alguém com quem pudesse sempre conversar
Viveria calada, pois nunca teria algo de bom para lhe contar.

Cada dia passa e a vida ensina
Porque estou nesse lugar

Nosso erro é acreditar que tudo o que remete ao par
Pode um porto seguro proporcionar...

Mas a escora está naquele
que conhece o medo de si plenamente
antes do caminho que precisará trilhar,
E independente do outro, que em seu destino terá que cruzar.

Cada dia passa e a vida ensina
Porque estou nesse lugar...

Aline Menezes

LineScroll ¬.¬': "– Enviado usando a Barra de Ferramentas Google"
Postado por Unknown às 00:37 0 comentários
Marcadores: poemas

domingo, 17 de outubro de 2010

Antes de dormir, pra me distrair

Como o povo sempre diz:
"Para o que não tem remédio, Remediado estará."
Eu entendo que para uma alma aflita, só o tempo pode fazer curar.
Sabe a crença, mais que a ciência que o mal há de passar.
Quando se acredita no bem que a vida deve trazer,
para aquele que não pode nada além
do que possa crer.
Quero amar nada mais do que posso escolher
mesmo que o escolhido seja o que o destino nunca quis ter.
Acredito que não posso sempre prever,
mas a esperança é a única coisa que tenho verdadeira, sem me distorcer.
Deus, não vou zombar do que pensou para cuidar de mim,
mas não posso fingir e me conformar com o que não posso pedir.
Só quero que saiba: Vou lutar até o fim.
até cansar ou até cair
pois não sou mulher de só pensar e desistir.
Venha os obstáculos
A vida é isso ai.
Não cheguei aqui para viver de boa moça e reprimir.
O que não for de verdade, disso aqui
Não quero nunca para mim...

"Boa moça" - Aline Menezes
Postado por Unknown às 21:14 0 comentários

sábado, 16 de outubro de 2010

Escrito rimado não sai do palavriado

O tempo em que escrevia para desabafar. Nada além do papel consegue me escutar tão bem.
Escrever é a forma mais facíl que encontrei para aliviar minhas aflições. Ainda não consegui encontrar algo que não faça caras e gestos para o que quero esconder, com o que faço de tão errado. Quem definiu o erro?
Tudo que penso rodeado de interrogações, justifico minhas questões pessoais em singelas perguntas. O suspeito. Sugerir algo é mais excitante para quem lê. Não me agrada jogar cartas na mesa bem numeradas. Quero que você vá atrás do significado, busque respostas. Como eu que escrevo, ás vezes, nem eu sei a real resposta.
Tudo na mente me aparece abstrato, jogo no papel, porque ele aceita, nenhum contrato.
Oh mania de rima que não sai do palavriado, quanto mais escrevo, mais o escrito esta rimado, desenhado, abobado. Agora chega gente, a reza acaba no instante que a semana recomeça e eu tenho que voltar a rotina, antes que as pessoas sintam a falta da presença daquela que só inventa, pra passar o tempo sem que fique tragico o comico acaso...

"– Enviado usando a Barra de Ferramentas Google"
Postado por Unknown às 19:52 0 comentários

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Deus há de pagar

Por esse pão pra comer, por esse chão pra dormir
A certidão pra nascer, e a concessão pra sorrir
Por me deixar respirar, por me deixar existir
Deus lhe pague

Pelo prazer de chorar e pelo "estamos aí"
Pela piada no bar e o futebol pra aplaudir
Um crime pra comentar e um samba pra distrair
Deus lhe pague

Por essa praia, essa saia, pelas mulheres daqui
O amor malfeito depressa, fazer a barba e partir
Pelo domingo que é lindo, novela, missa e gibi
Deus lhe pague

Pela cachaça de graça que a gente tem que engolir
Pela fumaça, desgraça, que a gente tem que tossir
Pelos andaimes, pingentes, que a gente tem que cair
Deus lhe pague

Por mais um dia, agonia, pra suportar e assistir
Pelo rangido dos dentes, pela cidade a zunir
E pelo grito demente que nos ajuda a fugir
Deus lhe pague

Pela mulher carpideira pra nos louvar e cuspir
E pelas moscas-bicheiras a nos beijar e cobrir
E pela paz derradeira que enfim vai nos redimir
Deus lhe pague

Disse Chico: "Inventei as coisas pra Deus pagar."

Digo: nos inventamos. quando vamos querer resistir,
a graça sem graça da nação, mascarada em opressão!

:D

Tédio!

"– Enviado usando a Barra de Ferramentas Google"
Postado por Unknown às 17:16 0 comentários

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Maluquices a parte .. eu qro é PIZZA!

Depois de sorvete e chuva

Cansaço e sono

 Poses e beldades ;)

o meu negocio era a pizza desse povo maluco, 

que me faz tão bem. 
De verdade!
Postado por Unknown às 01:16 0 comentários
Marcadores: pizza

domingo, 3 de outubro de 2010

O haver - Vinicius de Moraes

Bom eu devo encher o saco com essa de perseguir o poeta Vinicius de Moraes.. eu lá tenho culpa de ligar tanta coisa da minha vida a tudo que ele escreveu. rs
Agora encontrei nas minhas coisas essa poesia, que é linda demais. Na época não encontrava ela completa na internet e tive que escutar um video postado no Youtube que ele lê a poesia, que por sinal é grande para caramba, mas incrível! Escrita à lápis em um caderno antigo direto para o blog ao som de Nando Reis nesse final de Sábado, começo de Domingo frio e Cívil para oBrasil.. kkk Parei com a mania Infantil de rimar tudo que vejo pelo caminho.
Vamos ao que interessa?


Resta, acima de tudo, essa capacidade de ternura
Essa intimidade perfeita com  o silêncio
Resta essa voz intima pedindo perdão por tudo
- perdoai-os eles não tem culpa de ter nascido...


Resta esse antigo respeito pela noite, esse falar baixo
Essa mão que tateia antes de ter
Esse medo de ferir tocando
Essa forte mão de homem cheia de mansidão
para com tudo que existe


Resta essa imobilidade, essa economia de gestos
essa inércia cada vez maior diante do infinito
essa gagueira infantil de quem quer exprimir o inexprimivel
Essa irredutivel recusa a poesia não vivida


Resta essa comunhão com os sons
Esse sentimento da materia em repouso
Essa angustia da simultaneidade do tempo
Essa lenta decomposição poética 
em busca de uma só vida, uma só morte, um só vinicius

Resta esse coração queimando como m sírio
em uma catedral em ruínas
Essa trsiteza diante do cotidiano
com essa súbita alegria de ouvir da madrugada passos (...)


Resta essa vontade de chorar diante da beleza
essa coléra diante do disfarce e do mal entendido
Essa imensa piedade de si mesmo
Essa imensa piedade de sua inútil poesia, es força inútil!


Resta esse sentimento da infância, subitamente
desentrenhado diante de tantos absurdos
essa toda capacidade de rir a toa.
Esse ridiculo desejo de ser útil
Essa coragem de comprometer-se sem necessidade


Resta essa distração
Essa disponiblidade
Essa vaguesa de saber que tudo já foi
Como verá, do vir a ser?
e ao mesmo tempo esse desejo de servir
Essa comteporaneidade com o amanhà dos que não tiveram nem ontem e nem hoje.


Resta essa faculdade incoercível de sonher
De transfigurar a realidade, dentro dessa incapacidade
de aceitá-la tal como é, e essa visão ampla dos acontecimentos
Essa impressionante e desnecessária presciência
Essa memória anterior de mundos inexistentes, e esse heroismo 
estatico, e essa pequenina luz indecifravel 
E as vezes os poetas dão o nome esperança.


Resta esse constante esforço para caminhar dentro do labirinto
Esse eterno levantar-se depois de cada queda
Em busca de equilibrio no fio da navalha
Essa terrivel coragem diante do grande medo, e esse medo
Infantil de ter pequenas coragens

Resta esse desejo de se sentir igual a todos
De refletir sem olhar, sem curiosidade, sem história

Resta essa pobreza intrinseca
Esse orgulho, essa vaidade de não querer ser principe senão do seu reino.


Resta essa fidelidade de mulher e ao seu tormento
Esse abandono sem remissão a sua coragem insaciavel

Resta esse eterno morrer a cruz de seus braços

esse eterno ressucitar para ser recrucificado
Resta esse dialogo do cotidiano com a morte
Esse fascineo pelo momento a vir
Quando emocionada ela virá me abrir a porta
como uma velha amante
Sem saber que é a minha mais nova namorada.

* Esse poema tem algumas versões, eu acabei mudando algumas coisas, por acidente (rs), mas se aproxima da ultima versão rescitada por ele mesmo em um cd chamado antologia poetica e esta no "O melhor de pasquim 1969/70".
Postado por Unknown às 00:08 0 comentários
Marcadores: poema vinicius moraes haver

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Quer mais confusão?

Qual é a desse caras??
Ficha limpa... oq é isso, se o cara pode politicar do msm jeito... congelar votos? Tapar o sol com a peneira, isso sim...


Nos já sabemos que Brasileiro tem memória curta...
Amanhã no almoço, ja esqueci a cor da calcinha que dormi na noite passada. 
Então porque não? 
congelo os votos dos politicos espertos azarentos que sujaram a ficha por obra do destino, e qdo o povo otário esquecer, a gente limpa a sujeira e libera a verba para roubar mais um pouquinho.


Afinal Rouba mais faz estrada, hospital e favela de concreto... é nois que tá Mano!!
Postado por Unknown às 00:40 0 comentários
Marcadores: politica
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